Devido à mobilização dos caminhoneiros, muitos postos de combustíveis ficaram desabastecidos. Até o começo da tarde de quinta-feira, alguns estabelecimentos temiam que não encerrassem o expediente sem os produtos e não tinham previsão de quando voltariam a ter estoque.

Contudo, algumas horas depois, com a liberação das rodovias pelos manifestantes, também foi liberada a entrada no centro de distribuição de combustíveis da Petrobras em Biguaçu, na Grande Florianópolis. Desde a tarde de quarta-feira, manifestantes estavam no local impedindo a entrada e saída de caminhões que abastecem os postos da região.

O Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis (Sindópolis) chegou a entrar com uma liminar na Justiça determinando o desbloqueio da via em 24h. Caso isso não fosse cumprido, a polícia poderia usar da força para remover os manifestantes. Mas, antes do processo ser julgado, os manifestantes já haviam se retirado.

Equipes da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) acompanharam a liberação da base, que começou por volta das 14h30 de quinta-feira. “Estamos voltando à normalidade. Até amanhã (esta sexta-feira) tudo deverá estar regularizado”, diz o vice-presidente do Sindópolis, Joel Fernandes.

Até a tarde de ontem, conforme levantamento feito pela reportagem do DS, postos de Tubarão, Laguna e Imbituba corriam o risco de encerrar o dia sem combustível. Alguns deles, já estavam sem gasolina já no começo da manhã devido à paralisação dos caminhoneiros, que começou na terça-feira.

Paralisação fez motoristas formarem filas em postos para garantir combustível

Temendo que houvesse desabastecimento, como ocorreu durante a greve dos caminhoneiros em 2018, na quarta-feira à noite e durante a manhã de quinta, muitos motoristas fizeram filas em postos de combustíveis para poder abastecer os veículos.

Isso porque havia informação de que outros municípios do Estado ficaram sem gasolina. A movimentação surpreendeu até mesmo empresários do ramo. Até o fechamento desta edição, alguns estabelecimentos, que tinham combustível no começo da tarde de quinta-feira, já estavam sem mais nada para atender os clientes. Todos os postos aguardavam a chegada de caminhões para o reabastecimento, na promessa de ter o atendimento normalizado nesta sexta-feira.

Ainda na tarde de quinta-feira, após a liberação da passagem dos caminhões, em Biguaçu e Guaramirim, houve escolta dos veículos, tanto os de manifestantes quanto os carregados com o produto, pelas forças de segurança. Em Itajaí, não foi necessário, segundo a Polícia Militar.

A liberação do acesso à base da Petrobras em Itajaí ocorreu por volta das 15h de quinta-feira. A situação foi semelhante na SC-407, onde há uma distribuidora da Petrobras em Biguaçu.

Posto aumenta preço e é notificado

A intensa busca por combustíveis, ocasionada pelo movimento de caminhoneiros em diversas rodovias de todo o país, mobilizou fiscais do Procon na região. Em Imbituba, dos 16 estabelecimentos fiscalizados, um apresentou aumentou de preço. No local, a gasolina que era vendida, antes da paralisação, por R$ 5,59 o litro, foi encontrada R$ 5,99 o litro. O posto foi notificado e será, novamente, fiscalizado.

Em Tubarão, na quarta e quinta-feira, o órgão realizou uma pesquisa de preços em 32 pontos de combustíveis da cidade. Duas denúncias também foram averiguadas após relato de preços elevados. Contudo, após fiscalização, não foi constatada irregularidade.

Na capital, na quarta-feira, a Guarda Municipal de Florianópolis flagrou um aumento abusivo no preço da gasolina pela escassez de combustível. No vídeo, o proprietário admite que subiu o valor em R$ 0,27.

O Procon lembra que elevar sem justa causa o preço de produtos ou de serviços é caracterizado como prática abusiva, conforme artigo 39, inciso X do Código de Defesa do Consumidor.

Também é orientado aos consumidores que, a fim de combater a prática, denunciem os estabelecimentos, com a apresentação do cupom fiscal para apuração abusiva.

Fonte/Foto: Diário do Sul

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